SES-RJ alerta sobre cuidados para prevenir a obesidade infantil
Férias escolares são um bom momento para a família adotar hábitos mais saudáveis e combater o sobrepeso, que atinge mais de um terço das crianças atendidas na rede SUS
Cerca de 35% das crianças de até 5 anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Rio estão com obesidade, sobrepeso e risco de sobrepeso, de acordo com o levantamento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), de 2025, do Governo Federal. Diante desse dado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) aproveita o período de férias escolares deste mês de julho para reforçar a conscientização sobre os riscos da obesidade infantil e informar sobre o serviço de acompanhamento médico disponível na rede pública.
A prática regular de atividades físicas, a adoção de uma alimentação equilibrada e a realização de brincadeiras e passeios em família são estratégias que podem ser adotadas para o combate ao sobrepeso, como orienta o Serviço de Endocrinologia Infantil do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE). A mudança no estilo de vida é uma questão central. O ideal é que os pais também adotem uma rotina alimentar saudável junto com a criança: limitar o consumo de refrigerantes, sucos artificiais, doces, fast foods e ultraprocessados.
A rede estadual de Saúde oferece acompanhamento especializado para crianças e adolescentes com indícios de obesidade. Para iniciar o tratamento, o responsável devem procurar o médico das Clínicas da Família ou dos Centros Municipais de Saúde e, depois de uma avaliação médica, o paciente poderá ser encaminhado à unidade de referência por meio da Central Estadual de Regulação (CER).
Mudança de hábitos é fundamental no tratamento. Abandonar o sedentarismo ajuda a prevenir doenças como resistência à insulina, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, distúrbios psicológicos e obesidade na vida adulta. O controle no uso de telas, especialmente antes de dormir, também auxilia na perda de peso porque garante uma boa qualidade do sono. Além disso, fatores genéticos, hormonais, emocionais e socioeconômicos também influenciam o desenvolvimento da doença.
Os cuidados com a alimentação devem começar na gestação. A mãe deve priorizar alimentos menos calóricos, reduzir o consumo de ultraprocessados, doces e refrigerantes e manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. O período de introdução alimentar também requer orientação e cuidado. A recomendação é priorizar legumes, verduras e frutas.
Nos casos mais graves, o SUS oferece acompanhamento multiprofissional na atenção primária, com pediatras, endocrinopediatras, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos. É possível identificar precocemente o excesso de peso nas consultas de rotina. A principal estratégia de tratamento continua sendo a mudança de hábitos, com ajustes na alimentação, no sono e na rotina de atividades físicas. Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados.
Fonte: SES-RJ
